13 de fevereiro de 2009

Belle and Sebastian - The BBC Sessions #2

Como prometido em post anterior finalmente consegui localizar a parte 2 do álbum duplo de gravações ao vivo lançado por Belle and Sebastian ano passado.

Essa segunda parte do álbum trata-se de um show, gravado na Inglaterra, com ótima qualidade de som e com um repertório que inclui canções pouco manjadas como "There´s too much love" (que é das minhas favoritas de todo o repertório deles), canções bem manjadas como "The Boy with the arab strap" (sempre genial!) e até uma cover dos Beatles ("here comes the sun").

Bacon!


Belle and Sebastian - The BBC Sessions (2008)
CD 2 - Live in Belfast (12/21/01)

01 Here Comes the Sun
02 There's Too Much Love
03 The Magic of a Kind Word
04 Me and the Major
05 Wandering Alone
06 The Model
07 I'm Waiting for the Man
08 The Boy With the Arab Strap
09 The Wrong Girl
10 Dirty Dream #2
11 The Boys Are Back in Town
12 Legal Man

7 de fevereiro de 2009

Joe Crookston - Able Baker Charlie & Dog

Muitas das músicas desse álbum foram inspiradas em histórias reais, coletadas por Joe Crookston. Mas bons temas não fazem necessariamente boas músicas. É preciso muito talento nesse meio de caminho. E isso, senhoras e senhores, Joe Crookston tem, de sobra...

Vencedor de uma lista quase infindável de prêmios recentes por suas músicas (John Lennon, Mountain Stage, Great American Song Contest, Performing Songwriter, etc), parece que tudo que ele faz cai nas graças do público e dos críticos de música. Claro que só fui descobrir isso depois de ouvir mil vezes o álbum, completamente fascinado e apaixonado.

Joe escolhe abrir o álbum com uma difícil tarefa: uma cover da manjadíssima "The Logical Song", do Supertramp. Surpreendemtemente ele se sai muito bem recriando a música num arranjo e interpretação que não lembram em nada a original. Depois disso, ele já ganhou seu respeito e admiração. Você está pronto para ouvir o que Joe tem a dizer.

As músicas são belíssimas e diversificadas. Tem de tudo. Alegres, tristes, melancólicas, divertidas... Letras também: sérias, emotivas, engraçadas... "Blue Tattoo” é uma emocionante canção sobre um sobrevivende do Holocausto contando para o filho como era a vida antes de virem morar na América. "Able baker Charlie and Dog" é inspirada na história de sobrevivência à guerra do avô de Joe. Mas minha favorita é definitivamente "Red Rooster in the Mash Pile", divertidíssima, com direito a uma versão ao vivo no fim do álbum com participação do legentádio pianista de Jazz Molly Macmillan (que participa da gravação do álbum também). Os caras são muuuuuuuuuuuuuuito fodas!

Bacon!



Joe Crookston - Able Baker Charlie & Dog
(2008)

1. The Logical Song (Supertramp cover)
2. John Jones
3. Wandering Shepherd
4. Freddy The Falcon
5. Brooklyn in July
6. Red Rooster in the Mash Pile
7. Able baker Charlie and Dog
8. Mending Walls
9. Hands Metal and Wood
10. Blue Tattoo
11. Bird By Bird
12. Red Rooster in the Mash Pile (Live)
13. The Rutabaga Curl (Live)

31 de janeiro de 2009

Sarah Siskind - Studio; Living Room


Nem sei como ela veio parar aqui. Quando vi, já estava. Não sei quase nada sobre essa mulher. Mas sei que não preciso saber nada além daquilo que consigo descobrir ouvindo-a: Sarah Siskind é uma mulher, escancarando sua alma, derramando sentimentos em poesia, com sua voz maravilhosa (que lembra MUITO o timbre da Annie Lennox). E é isso.

Gravado metade em um estúdio (apenas com pianos ou uma guitarra eventual), e metade na sala de estar de sua casa (apenas com voz e violão), esse é um álbum de músicas fantásticas, fortes, dolorosas, intensas, profundas e sinceras. Arranjos enxutos, que não te deixam perder o foco do que importa aqui: melodia, letra, interpretação.

"Love´s for fools" abre o álbum, ecoando a dor melancólica de um amor perdido. "Fool From the Start" é linda, quase um fado, quase uma oração: apenas um dedilhado de guitarra e voz. E a música dói, dói, dói de tão linda, de tão intensa. Essa canção fecha o bloco Studio.

O Lado B, Living Room, abre com minha música obsessiva, de longe a melhor do álbum, paixão a primeira ouvida: "Simple Love". Leve, suave, romântica, fala sobre o amor simples desses casais de antigamente (como nossos avós, ou os pais deles) que vivem juntos uma vida de doação mútua e amor gratuito e sincero, anos e anos e anos: "I want a simple love like that/ always giving never asking back/ When I'm in my final hour looking back/ I hope I had a simple love like that".

Essa é uma mulher que mexe comigo...

Bacon!!


Sarah Siskind - Studio; Living Room
(2008)

1. Lovin's for Fools
2. On and On
3. Don't Put Your Horse Away
4. Lessons
5. This Is My Face
6. Fool From the Start
7. Simple Love
8. Daddy
9. I Do
10. I Am Listening
11. Building A Road
12. How Do I Let It All Go

17 de janeiro de 2009

January - i herad myself in you

Do silêncio vem uma melodia discreta, um dedilhado que vira um violão intenso, bateria, guitarras. É assim que começa "All Time": canção simples, que gira em torno de apenas dois acordes. Melancólica e triste, mas absolutamente arrebatadora, intensa, épica. A música vai se construindo, crescendo, ganhando complexidade, até o grande climax. Quando vc se dá conta, está literalmente sem fôlego: mergulhado e submerso na música, refrão, solos adentro...

Esse álbum de estréia da banda January é uma pérola. Faz lembrar muito os melhores momentos do Oasis (Champanhe Supernova) e de Mazzy Star (Fade into you). E numa rápida pesquisa em resenhas on line notei duas coisas curiosas: a unanimidade em afirmar que é um álbum incrível e o impacto que esse álbum causou nas pessoas que o ouviram (e que passam a ouvi-lo repetidamente, como eu...).

A principal preocupação aqui é com a construção de uma ambientação musical, de uma atmosfera, através de músicos super competentes e uma produção musical impecável. As guitarras, especialmente as slides, são incríveis. O guitarrista Sarah Peacock é peça chave nesse álbum em suas interpretações, tal como o compositor e cantor de todas as canções Simon McLean.

Pessoalmente adoro as leves e deliciosamente envolventes "Through Your Skies" e "Eyes all mine". Mas fica muito claro que a música central desse álbum é "Falling In". Nove minutos hipnotizantes de uma música atemporal, intensa e maravilhosa.

Descobri January numa prateleira de promoções da gravadora Trama. Foram R$ 6,00 muito bem gastos... E a escolha foi aleatória, sem nenhuma referência além da bela capa e do nome, Janeiro, mês de meu nascimento e aniversário. E esse é para mim um álbum que tem muita importância... Daqueles que é ótimo e adorado do começo ao fim.

Bacon!



January - i herad myself in you
(2001)

1. All Time
2. Through Your Skies
3. Contact Light
4. I Heard Myself in You, Pt. 2
5. Invisible Lines
6. Sequences Start
7. Eyes All Mine
8. Projections
9. Falling In
10. Fused

5 de novembro de 2008

Bon Iver - For Emma, Forever Ago


Lançado há apenas 9 meses atrás, esse já é um álbum clássico. A novidade trazida por essa one-man-band foi devastadora e causou reboliço em todos os blogs de música em fevereiro, quando esse álbum começou a se espalhar pela rede.

Álbum curto, mas denso. É um indie-folk não muido fácil para a primeira audição. Mas o esforço é recompensado: rico em melodias e arranjos inesperados, criativos, letras fortes e belíssimas, poesias, ambientações musicais simples, mas precisas.

"Flume" abre o álbum deixando arrepiado e já apaixonado, com seu refrão reticente. "Skinny love" é outro ponto forte, mais animada, quase pop, tal como a música título "For Emma". E como todo bom álbum, fecha com outra música incrível: "Re: Stacks". Sem dúvida, minha favorita. Bonita, leve, melancólica e com um arranjo com tempos que deixam louco qualquer pessoa que tentar reproduzi-la num violão (eu tentei... rs).

Não tenho dúvidas de que esse é um cd que vai aparecer em 9 de cada 10 listas de "melhores álbuns do ano" que o fim do ano sempre traz.

Bacon!



Bon Iver - For Emma, Forever Ago (2008)

1. Flume
2. Lump Sum
3. Skinny love
4. The wolves (act I and II)
5. Blindsided
6. Creature Fear
7. Team
8. For Emma
9. re: stacks

31 de outubro de 2008

Brett Anderson (ex-Suede)

Há 4 dias não consigo parar de ouvir esse álbum.

Ex vocalista do Suede. Gravado e mixado em 7 dias, e só com voz, violão, cordas e piano. Lindíssimo. Lindíssimo. Inacreditavelmente lindo...

Segundo ele mesmo: "
Eu fiz este álbum com a mais pura das intenções: a criação de uma suite de belas canções despretenciosas e sem intenções mercadolígicas nem de sucesso de execução".

Baixe, ouça. Genial.

Bacon!


BRETT ANDERSON - WILDERNESS (2008)

1. A different place
2. The empress
3. Clowns
4. Chinese whispers
5. Blessed
6. Funeral mantra
7. Back to you (with Emmanuelle Seigner)
8. Knife edge
9. P Marius

28 de outubro de 2008

The National - Alligator

Está confirmado: THE NATIONAL vem para o TIM Festival 2008. Como parte do aquecimento para o show, posto hoje o ótimo terceiro álbum da banda, lançado em 2006: Alligator.

Pontos altos: tantos... a fantástica "Secret meting" abre o CD, super amigável ao ouvinte de primeira viagem, instrumentalmente simples, e ao mesmo tempo super bem produzida, refrão ótimo! A podrerosa "Lit Up" (merce ser ouvida em último volume), com seu refrão catársico (uau!) soma-se à furiosamente perturbardora "Abel" e mostram bem como THE NATIONAL segura muito bem o formato rock. As guitarras são fantásticas!

"
Looking for astronauts" também é uma boa primeira aproximação à banda, tal como a "The Geese of Beverly Road" e seu ótimo rif de guitarra, bateria sincompada, refrão melódico.

Minhas duas favoritas do álbum: a esquisita e dissonante
"Friend of mine", com seu refrão intimista e grudento (nananananana...) como de uma música pop e finalmente "Mr. November". Fantástica, forte, furiosa, intensa. De arrepiar e emocionar de tão boa!!!

O álbum soma mais e mais às canções geniais ao repertório da banda e reforça como eles não seguem um padrão musical, uma fórmula, mas entregam-se a um processo criativo de músicas, tenham o formato que tiverem.


Bacon!




The National - Alligator (2006)

1. Secret Meeting
2. Karen
3. Lit Up
4. Looking For Astronauts
5. Daughters Of The Soho Riots
6. Baby We'll Be Fine
7. Friend Of Mine
8. Val Jester
9. All The Wine
10. Abel
11. The Geese Of Beverly Road
12. City Middle
13. Mr. November

23 de outubro de 2008

Midlake

Eu sou da opinião de que uma boa música não precisa ser uma uma composição complexa. Por outro lado, muitas vezes a música pop se estrutura ao redor de apenas duas ou três sequências de notas que são repetidas à exaustão (canto e refrão), só mudando a roupagem ao seu redor (produção). Fico muito feliz quando encontro uma música que se organiza com poucos elementos, mas muito bem amarrados e costurados com inteligência.

É assim que descrevo o som do MIDLAKE.
Prá quem já tinha gostado do som deles no outro post que coloquei aqui há alguns meses, disponibilizo aqui dois EPs deles que encontrei. Primeiro o Milkmaid Grand Army EP, de 2001, primeiro álbum lançado deles, só com inéditas. Muito bom, rifs poderosos, rock intenso, muito bem produzido.

O segundo tem duas regravações acústicas (maravilhosas) de duas canções do álbum de estúdio "The trials of van Occupanther", e mais duas inéditas. Me impressionou muito ver como a mudança de roupagem das músicas as mantém íntegras e mais expressivas ainda.

Bacon!



Midlake - Milkmaid Grand Army EP (2001)

1. She Removes Her Spiral Hair

2. Paper gown

3. Excited but not enough

4. I Lost My Bodyweight In the Forest

5. Simple
6. Roller Skate (farewell june)
7. Golden hour


Midlake - Oak & Julian EP (2007)

1. Roscoe (acoustic)

2. It covers the hillsides (acoustic)
3. Marion

4. Mornings will be kind

16 de outubro de 2008

Josh Rouse - 1972

Eu avisei! Sem todo o barulho do TIM FESTIVAL, mas com a mesma qualidade de artista desconhecido no Brasil, sem CDs lançados aqui, e com uma carreira significativa no exterior, o norte americano Josh Rouse veio, fez um show incrível para poucos no SESC Vila Mariana e já se foi.

Entrou no palco meio tímido com seu trio (teclado, baixo e bateria), e começou com o riff de teclado da incrível "His Majesty Rides" (do álbum Subtitulo, 2006, depois posto esse). Daí pela terceira música , a timidez de Josh já havia sumido, e no silêncio entre as músicas, durante uma afinação e outra da guitarra, a platéia começou a pedir músicas e Josh (muito simpático e ágil nas respostas) entrou na brincadeira. A platéia: "'Comeback!" (referindo-se à música do álbum 1972, de 2003), e ele "But i just get here!".

Lá pelo meio do show, quando a platéia percebeu que Josh estava tocando todas as nossas (minhas pelo menos) favoritas dos últimos quatro álbuns, e ele tocou a fantástica "Comeback", tanto Josh como a platéia já estavam muito mais soltos e relaxados, próximos, e o show foi de ótimo prá melhor!

Quando a platéia começou a pedir músicas, Josh provocou: "Thank you for knowing my songs. ´Cause ther´s just one of my albuns relesead here, a long time ago. Maybe you bought my albuns on the internet, right?". E a platéia caiu na gargalhada. Óbvio que sim Josh! hahahahahaha

Por falar nisso, vou postar hoje hoje um dos álbuns que serviu de base para o show. Dos mais animados e pops, com muita influência da sonoridade dos anos 70 (especialmente nos teclados e baixo) o álbum 1972 (ano de nascimento de Josh) é um PUTA álbum, do começo ao fim. Minhas favoritas: "Comeback", "Love Vibration" e "Slaveship". E ele cantou as três no show!!!!

Bacon!!!



JOSH ROUSE - 1972 (2003)

01. 1972
02. Love Vibration
03. Sunshine
04. James
05. Slaveship
06. Come Back
07. Under Your Charms
08. Flight Attendant
09. Sparrows Over Birmingham
10. Rise

11 de outubro de 2008

Locksley - Don´t make me wait

O som que o Locksley faz é mais ou menos como eu imagino que soariam os Beatles se eles nunca tivessem tomado ácido e continuassem cada vez melhores (e mais bem produzidos) naquele som que eles faziam até 1965.

Aliás, a referência não é gratuita: o som do Locksley também lembra muito a Dream Band que gravou a trilha de Backbeat (filme sobre o começo da carreira dos Beatles). A banda contava com Mike Mills (R.E.M.), Greg Dulli (Afghan Whigs), Dave Ghrol (na época, baterista do Nirvana), Thurston Moore (Sonic Youth) além do produtor Don Flemming e Dave Pirnero, ex-vocalista do Soul Asylum.

Fora as referências e lembranças, é um ótimo álbum, de músicas autorais, que certamente vai agradar aos fans de Strokes, Killers, e bandas rock desse tipo.

A música título é Genial. Além dessa chamo a atenção para a "Let me know", a baladinha "It wont be for long" e a ótima "She does" em que dá prá perceber muito claramente a proximidade (até) do timbre da voz do vocalista com o de Paul McCartney.

Bacon!



Locksley - Don´t make me wait (2008)

1. Don't Make Me Wait
2. Let Me Know
3. All Over Again
4. All of the Time
5. She Does
6. Why Can't I Be You
7. My Kind of Lover
8. Past and the Present
9. Into the Sun
10. Up the Stairs
11. It Won't Be for Long
12. For You, Pt. 1
13. For You, Pt. 2
14. Only A Girl
15. Safely From The City